Cinha Jardim assume ser muito tolerante com os netos e conta como são as tradições de Natal em sua casa. Diz ainda que gostava de convidar André Ventura para a Consoada, fala do papel de comentadora de reality shows e explica ainda como lida com as críticas.

Estamos mesmo a chegar ao Natal. Já tem planos?
Nós somos muitos e cada vez somos mais, graças a Deus. Só eu já tenho quatro netos: três da Pimpinha e uma da Isaurinha. E passamos sempre o dia 24 com a minha família toda junta, somos imensos. É muito agradável, mas temos sempre um misto de sentimentos porque fazem-nos falta aqueles que já cá não estão. Lembramo-nos deles e falamos muito dos que nos fazem falta.
Gosta de dar presentes? Já estão todos comprados?
Tenho presentes pensados e alguns já comprados. Outros deixo para a última da hora, são muitas pessoas. Reunimos as irmãs, maridos, sobrinhos… tenho até sobrinhos-netos.
Não deve ser uma dinâmica fácil ter as irmãs todas juntas…
Não, mas fazemos. Damo-nos muito bem, e já sabemos que aquele dia é sagrado e que vamos estar todas juntas. Umas vezes ao almoço, outras vezes ao jantar. Depois, os netos vão à casa dos outros avós. E pronto, está tudo bem.
Como é a Cinha como avó? Gosta de mimar ou é mais rígida?
Rígida? Eu sou do mais tolerante que há [risos]. Eu estrago-os todos, sou péssima. Não cumpro horários…
As suas filhas não lhe chamam à atenção?
Às vezes, sim. Mas eles vão muito para a minha casa, adoram, ou eu vou para a casa deles. Quando a Pimpinha ou a Isaurinha saem, ficam em minha casa e sou aquilo de que eles mais gostam. Estou na paródia com eles até muito tarde, sou uma avó muito divertida. Levo-os a passear, vamos ver imensas coisas. Adoramos ir ao Jardim Zoológico, e eu sempre lhes incuti muito o gosto pelos animais. Tenho a minha porquinha, a minha Pepa, no Cantinho dos Póneis, na Terrugem, e ainda vamos lá visitá-la. E é assim a minha vida com eles. Deixo-os fazer tudo, tudo.
Voltando ao Natal, se pudesse escolher um presente para receber, o que seria?
Fugindo à saúde, que para mim é o mais importante de tudo, o que mais gosto de receber no Natal são mesmo viagens.
Há alguma que a tenha marcado nos últimos anos?
Todas. Nós gostamos muito de viajar em família e o mais importante são mesmo as experiências que vivemos. Vamos muito para o Brasil, mas também vamos para outros lados. E é o que eu mais gosto, acho que viajar é cultura.
Não gosta do espírito materialista da época?
O Natal passou a ser uma coisa muito material, muito mais do que estar com a família e aproveitar os momentos. E as pessoas enchem-se de presentes que, na realidade, muitas vezes não têm sentido nenhum. Não é o mais importante. Na minha família, além de viagens, gostamos de dar coisinhas pequenas, que sabemos que os outros precisam mesmo.
Estão atentos às necessidades dos outros?
Claro que sim, e fazemos muitas brincadeiras com os presentes, são sempre coisas muito simples.
Se pudesse escolher uma pessoa famosa para a ceia de Natal, quem convidaria?
Neste momento, seria o André Ventura. Gosto muito dele e, para mim, é o melhor político em Portugal. Não me incomodo nada quando me criticam em relação a isso. São os meus ideais e os meus valores. Identifico-me muito com ele, e gosto também muito da sua mulher.